dragon clouds so high above,
i've only known careless love
always hit me from below
this time round it's more correct
right on target, so direct
you're gonna make me lonesome when you go.
purple clover, queen-anne lace
crimson hair across your face
could make me cry, if you don't know
can't remember what i was thinking of,
you might be spoiling me too much, love
you're gonna make me lonesome when you go.
Febre de Música
Terça-feira, Dezembro 15, 2009
pra conhecer dylan
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Joao
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Sexta-feira, Dezembro 11, 2009
Um às na manga do Arctic Monkeys

Que sopro de criatividade no rock atual é esse Humbug do Arctic Monkeys. Não me ocorre com muita frequência encontrar um disco que ache bem perfeitinho -- bom, coeso, original -- mas é o caso aqui. Aquela banda de poucos riffs, melodias repetitivas e letras boas cresceu muito.
Não se trata de uma mudança brusca, porque a banda continua naquela economia de riffs e tudo mais. Só que eles mergulharam num som mais sombrio, e aprenderam uns truques novos que valem o sorriso maroto de canto de boca. Por exemplo, a faixa Dangerous Animals começa sem prometer muito, até chegar num refrão onde Alex Turner tem a manha de cantar soletrando, acompanhado pela batida pulsante: D-A-N-G-E-R-O-U-S, D-A-N-G-E-R-O-U-S. Pequenos truques que fazem muita diferença, é disso que tô falando, pessoal.
Potion Approaching é outra que aparenta ser apenas mais outra música qualquer do Arctic Monkeys. Isso até desacelerar o ritmo e entrarem uns vocais uhh-uhh que me remetem a Sympathy for the Devil dos Rolling Stones. Ou Fire and the Thud, que faz o contrário: de repente acelera, num clima que é puro 'James Bond em alta velocidade no seu porsche perseguindo o vilão'.
Tem também Cornerstone, música de gente entendida do traçado, lindíssima. Alex Turner nunca cantou tão bem. Conta a saga de um homem que vai de bar em bar atrás de uma garota, mas só encontra lookalikes dela. Cada frustração na história é acompanhada por uma música que mantém o clima de mistério o tempo inteiro, até encontrar um desfecho. (O clipe é uma diversão à parte, diga-se de passagem).
Eu poderia prosseguir indefinidamente, é um disco de muitas sutilezas, mas não quero estragar toda a surpresa.
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Joao
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Segunda-feira, Novembro 23, 2009
10 filmes
Ia fazer uma lista aqui dos discos da década, mas achei mais interessante fazer uma dos filmes da década. Então taí. Deu um trabalho miserável pra colocar todas essas fotos aí, então façam bom proveito (atualização: no reader as fotos ficaram tudo bagunçadas, uma bosta. tomarnocu. ah, dá pra ler vai). Dizem que existe uma crise no cinema, mas cá pra nós, me parece bem mais difícil escolher 10 filmes do que escolher 10 discos.
1. Superbad: a comédia onde o nerd se dá bem. Nerd is the new cool e Superbad foi um marco. Tem palavrões à beça, bordões engraçados, situações surreais, enfim, os ingredientes das boas comédias americanas.
2. Juno: Só pra ficar na dobradinha nerd, Juno é tipo o lado-B de Superbad. Vale a pena ler as críticas no yahoo: "Uma completa falta de Deus na criação dos filhos de hoje!".
3. Pequena Miss Sunshine: despretensão que é puro charme. Não sei o que é melhor: a revolta de Dwayne, o discurso "fuck a lot of women" do avô, ou a dança sensual da molequinha.4. Brilh
o Eterno de Uma Mente Sem Lembranças: 10 entre 10 alternativos amam. Melancolia inteligente com dois atores que admiro muito, Jim Carrey e Kate Winslet. E ainda tem a música do Beck.5.
Amelie Poulain: será que foi o princípio dos filmes fofinhos da década? Fez também um revival das valsinhas francesas que virou modelo de folk indie (alô Tiê, alô Thiago Pethit...).
6. Lost in Translation: da primeira vez que vi, não achei graça. Depois passei a amar. As piadas sutis são pra poucos e bons. As imagens são lindas. Tem Scarlett.
7. Cidade de Deus: a gente enche o saco desses filmes de favela, mas o lance é que nem todos tem a arte de Cidade de Deus. Fotografia belíssima, história envolvente, e frases que são hits.
8. Os Incríveis: a Pixar tem feito tantos filmes fofinhos, são bonitinhos e tudo mais 'inho', mas sinto falta da sagacidade de Os Incríveis. Não perde a piada nunca, debocha da vida cotidiana, debocha dos super-heróis, e ainda é um filme de ação.
9. Scoop: sou fã de Woody, e as piadas dele aqui estão clássicas. Como não morrer de rir com o método de memorização "16 blue ponies, 21 jetplanes, and 12 spinning midgets"? Scoop seria um thriller se não fosse tão engraçado. Ah, e tem Scarlett.
10. Bastardos Inglórios: Cine Paradiso à la Tarantino, que filme. tá tudo resumido na frase final: "I think this might just be my masterpiece", que é a última fala do personagem de Brad Pitt. Brad Pitt possivelmente é o ator da década, a propósito.Menções honrosas: O Homem Que Copiava, Os Indomáveis, Ultimato Bourne, Tinha Que Ser Você, Paranoid Park, Mais Estranho que Ficção, Os Excêntricos Tenenbaums. Esqueci algum?
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Joao
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
2 livros
Vi que já está nas livrarias o livro infantil Forever Young, que usa a letra de Bob Dylan para repassar a mensagem dessa música que ele escreveu pros seus filhos. As ilustrações, baseadas na história pessoal de Dylan, são só um pano de fundo pra letra de Forever Young. É bem bobinho (o livro todo é isso: a letra de Forever Young), e é uma pena que em português a letra perde um pouco, mas é uma música com uma mensagem muito forte, então suponho que tem seu valor.
Também fiquei sabendo, mas não vi, que foi lançado o Johnny Cash: uma biografia, que conta história de Johnny Cash num formato de HQ.
Aqui um vídeo promocional do livro Forever Young:
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Joao
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Sexta-feira, Outubro 23, 2009
Teclas Pretas
Me surpreende essa banda Teclas Pretas estar aparecendo assim tão sem burburinho em volta, mas acho que é uma questão de muito pouco tempo. Eles parecem Elliott Smith psicodélico, com uma pitada de Júpiter Maçã (ele, que ensinou a fazer rock gringo em português). Som muito criativo e bem feito.
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Joao
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009
Pausa pro café
Pensei em uns posts, mas seria pra comentar de mesmices que vocês já se cansaram. Bom, eu teria postado mesmo assim, mas ando com preguiça também.
Queria falar do que escrevi sobre o disco novo de Ronei. Uma pessoa deixou um comentário dizendo que eu preciso ouvir mais o disco. Acho que ficou parecendo que não gostei. É até difícil pra mim falar desse disco sem parecer fã tiete. Mas eu gostei muito. E dia desses parei pra escutar em um som -- sem ser no fone de ouvido -- e achei melhor ainda. Já estou gostando muito até de Vidinha, nessa versão anti-rock que eles gravaram.
Que mais? Tenho tomado mais café ultimamente. Um velho vício que tinha largado. Mas não posso me dar esse luxo. E estou fazendo esse post porque na verdade tô com preguiça pra me concentrar no trabalho. Blah.
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Joao
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Sexta-feira, Outubro 02, 2009
Hay un cuerpo tirado en la calle

Franny Glass lançou um disco novo, Hay Un Cuerpo Tirado En La Calle. Ainda não escutei, mas aqui tem uma música pra baixar.
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Joao
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Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Sonhando com o verão (resenhando Frascos, Comprimidos, Compressas)

Quando Ronei lançou o primeiro disco, a critica em geral era de que, mesmo sendo bom, ele não refletia a força da banda ao vivo. Até faz sentido que a banda estivesse mais preocupada em ser criativa do que repetir o que faziam ao vivo. O que pode pegar muita gente de surpresa é que agora, nesse segundo disco... bom, eles continuam trabalhando para não se repetirem.
Ou talvez seja simplesmente natural, como um amadurecimento, mas Frascos, Comprimidos, Compressas é muito diferente do que eles faziam 2 anos atrás. Sai de cena o rock nervoso e dissonante, entram em cena novas melodias mais assobiáveis, com muita influência da música brasileira dos anos 70. Taí, a grande diferença é essa: o caráter assobiável das músicas. Na melhor faixa do disco, Sonhando Com o Verão, Ronei canta com uma inocência agridoce incomum, uma canção-de-ninar ensolarada.
Nas letras, continua lá a tendência para os versinhos dramáticos, frases prontas pra se botar no orkut, do tipo: "não peço pra ter dó de mim, estou feliz sem direção". Pode-se pular ao som do carnaval de Aquela Dança, mas também é um disco pra se prestar atenção naquelas que são as melhores letras de Ronei: Vidinha, Quem Vem Lá, Azucrim, e outras.
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Quinta-feira, Setembro 17, 2009
Beatlemania remasterizada II

Eu tô assim depois dos Beatles remasterizados....
Ainda tenho muito o que escutar, mas por enquanto, o maior impacto tá nos primeiros discos da banda, que nem precisa de fone de ouvido pra perceber a diferença. Levei um susto, por exemplo, em Money: a introdução começa com um piano (que nunca esteve tão cristalino na vida), e de repente entra uma guitarra fazendo um slide. Sabe quando você tá escutando um disco arranhado, e de repente leva um susto porque a música interrompe quando você menos espera? Foi assim, quando ouvi esse slide que nunca tinha reparado antes. Por uma fração de segundo pensei que fosse um defeito no CD.
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Sábado, Setembro 12, 2009
Brincando de fazer música
Esse site é assim: tem um monte de vídeos, e em cada um deles tem alguem tocando um instrumento. Aí você dá play nos que quer ouvir, ao mesmo ou tempo ou não, e vê o que acontece. O louco é que seja lá qual for o instrumento ou o momento que você der play, sempre forma algo interessante. E cada instrumento que você adiciona vai levando a música num rumo completamente diferente. Sério, que negócio genial.
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